sexta-feira, 7 de abril de 2017

Em parceria com a Fiore Ergonomia, lançamos o programa Ergonobuilding. Processo de desenvolvimento de projetos e execução, de implantação de normas NBRs, Anvisa, acessibilidade, entre outras, por um ambiente de trabalho mais seguro, confortável e produtivo.


terça-feira, 23 de agosto de 2016

Idéias com Formas




No início de 2016 decidi fazer um teaser institucional como forma visual e rápida de divulgação de nosso portfolio, e que permitiria compreender - ao menos em parte - o trabalho desenvolvido pela equipe D2C. 

Na midia eletrônica, o teaser é aplicado, por exemplo, com o objetivo de gerar interesse em conhecer um projeto novo, ou novo serviço que esta por vir. 

O video segue agora, divulgado aqui no blog também. 
Esperamos que gostem.

Mais sobre nosso trabalho pode ser visto em www.d2c.com.br

terça-feira, 2 de julho de 2013

Arquitetura inclusiva e seus desafios

A falta de acessibilidade é a principal barreira enfrentada por pessoas que convivem com algum tipo de deficiência nas grandes cidades brasileiras. E a inclusão desta importante parcela da população – 24,6 milhões de pessoas em todo o país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é um desafio cada vez maior para arquitetos, engenheiros e responsáveis pela definição e implantação de políticas públicas que permitam aos que têm mobilidade reduzida se locomoverem com autonomia e independência. 

“Sinto-me pequenina”. O desabafo é de uma mulher, adulta, diante de mais um entre tantos obstáculos arquitetônicos que ela enfrenta diariamente em Florianópolis. A assistente social Maria Helena Koerich, de 53 anos, é cadeirante e, por isso, sofre uma série de dificuldades para ir e vir na cidade onde vive. 

A limitação, é importante ressaltar, não é por conta de sua condição física – ela perdeu o movimento dos membros inferiores quando teve poliomielite, ainda bebê. É, sim, por causas das barreiras que encontra em seu caminho para o trabalho, para utilizar o transporte público, freqüentar um restaurante, ir à praia, enfim, usar os serviços como qualquer cidadão “que paga em dia os seus impostos”, comenta ela. 

O tema da acessibilidade ganhou ainda mais força com a promulgação da Lei 8.123, de julho de 1991, que obriga empresas com 100 funcionários ou mais a contratarem pessoas com deficiência. As empresas, indiretamente, foram também obrigadas a rever a arquitetura de seus prédios, para adequar os espaços de trabalho aos novos colaboradores. O Estatuto das Cidades, que determina aos municípios a previsão da acessibilidade em seus planos diretores, também é referência para as políticas públicas locais. 

A inclusão e a acessibilidade – e não somente de deficientes físicos, mas de idosos, obesos e gestantes – não é preocupação apenas de setores da sociedade brasileira. A Organização dos Estados Americanos (OEA), por exemplo, estabeleceu, em 2006, que esta será a Década das Américas pelos Direitos e pela Dignidade das Pessoas com Deficiência com o lema ‘Igualdade, dignidade e participação’. Na declaração, a OEA pede o empenho dos Estados para assegurar a inclusão e a participação plena destas pessoas em todos os aspectos da sociedade. 

Com o aumento da expectativa de vida, a discussão sobre acessibilidade se espalha por diversas áreas. O IBGE calcula que nos seus últimos 14,6 anos de vida o brasileiro terá que conviver com algum tipo de deficiência física ou mental. E muitos já se preparam para isto. 

Há alguns anos, o arquiteto paulista Ricardo Vasconcelos percebeu que muitos de seus clientes na faixa dos 40 e 50 anos estavam interessados em adaptar suas casas para garantir uma velhice segura. “É importante que as pessoas levem esta preocupação também para o seu ambiente de trabalho, não somente em seu próprio benefício”, explica Vasconcelos, mestre pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) e professor dos cursos de graduação e pós-graduação da Faculdade de Arquitetura da Universidade Presbiteriana Mackenzie. 

O debate sobre a inclusão de pessoas com baixa mobilidade física chegou à academia e aos escritórios de arquitetura; porém, Vasconcelos acredita que a sociedade brasileira ainda é ‘muito crua’ neste sentido, mesmo tendo avançado significativamente nas duas últimas décadas. “A inclusão é um desafio para a nossa sociedade. E os arquitetos são as figuras-chave na distribuição deste conhecimento”, avalia. 


Existe ainda o problema do preconceito e desrespeito, que muitas vezes velado, contribui para o aumento das dificuldades. As pessoas além de não ajudarem, utilizam as estruturas voltadas para deficientes como se fossem delas, deixando-os desamparados. E este desafio, de vencer o desrespeito, é de longe, o mais complicado de vencer.

Fonte: IBDA

Leia também: Como adaptar a casa para idosos

Brasil supera marca de 100 empreendimentos com certificação Leed

Segundo balanço do GBC Brasil, três projetos já obtiveram o nível máximo. Somente a cidade de São Paulo possui 80 empreendimentos com o selo

Eldorado Business Tower foi o primeiro projeto a receber o Leed Platinum

O Brasil ultrapassou a marca dos 100 empreendimentos certificados pelo Leed (Leadership Environmental and Energy Design), de acordo com dados divulgados nesta semana pelo Green Building Council Brasil (GBC Brasil). Hoje o País está em quarto lugar no ranking mundial de projetos com o selo, atrás apenas dos Estados Unidos, da China e dos Emirados Árabes.
"Em 2012 havia uma média de 16 registros por mês em busca da certificação, ao passo que nos primeiros cinco meses de 2013 o número cresceu mais de 40%, chegando a 22 solicitações por mês", disse Marcos Casado, diretor técnico e educacional da organização, em comunicado oficial.

Segundo balanço, os registros para certificação cresceram em todas as regiões, mas a região sudeste permanece na liderança. Somente São Paulo possui 80 empreendimentos Leed. Completam o a lista o Rio de Janeiro (12 certificados), Paraná (3), Rio Grande do Sul (3), Minas Gerais (2) e Distrito Federal (1). Outras cidades ainda possuem quatro empreendimentos contemplados.

Dos 105 que receberam o selo, três já obtiveram o nível Platinum (máximo). Ainda segundo a pesquisa, um total de 65% das 100 edificações é de caráter comercial ou escritórios. "Além dos números expressivos, o setor deve comemorar a busca pela certificação por empreendimentos dos ramos industrial, fabril, esportivo, hoteleiro, varejista e hospitalar, por exemplo. Prova disso é que o centésimo empreendimento LEED no Brasil é um centro de manutenção de uma garagem de ônibus rodoviários, fato inédito", destaca Casado.
Para conseguir o selo, os empreendimentos precisam atender a critérios como eficiência energética; uso racional de água; qualidade ambiental interna; uso de materiais, tecnologias e recursos ambientalmente corretos, entre outras ações que minimizem os impactos ao meio ambiente.

Fonte: Pini



Ex-CEO da Nestlé quer privatizar a água

Não é a primeira vez que o nome da Nestlé está envolvido em escândalos sócio-ambientais.
Estou postando o link da reportagem completa, que além da questão da privatização da água, aborda o envolvimento da empresa com mão de obra infantil e escrava, devastação de áreas florestais preservadas e de reprodução de orangotangos, entre outros.

Se queremos que as empresas - e a sociedade como um todo - tenham atitudes mais respeitosas e responsáveis, cabe a nós consumidores, avaliarmos o que, e de quem estamos comprando. 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Dois empreendimentos brasileiros estão entre os 18 mais sustentáveis do mundo

Parque da Cidade, em São Paulo, e o Pedra Branca Cidade, em Santa Catarina, aparecem na lista elaborada pelo Climate Positive Development Program

Em ranking elaborado pelo Climate Positive Development Program, iniciativa da Fundação Clinton e do U.S. Green Building Council, dois empreendimentos brasileiros foram escolhidos entre os 18 projetos mais sustentáveis do mundo. São eles: Parque da Cidade, em São Paulo, e Pedra Branca Cidade, situado em Palhoça, em Santa Catarina.

Parque da Cidade, São Paulo

Considerado referência internacional de desenvolvimento urbano e redução da emissão de CO2, o megacomplexo paulista, desenvolvido pela Odebrecht e situado em uma área de 82 mil m² no bairro do Brooklin, conta com prédios residenciais, comerciais, shopping e hotel. Segundo a construtora, por conta de iniciativas sustentáveis, a fase de obras deve economizar R$ 500 mil. Já na operação, o empreendimento terá sistema de captação de energia solar, uso de lâmpadas LED, ar condicionado com sistema para economia de energia elétrica, captação de água da chuva e sanitários com sistema de esgoto a vácuo.

Já o projeto Pedra Branca Cidade, em Palhoça, Santa Catarina, começou a ser desenvolvido no ano de 1997 onde, até então, as terras que compõem o maior e mais desenvolvido empreendimento da região faziam parte de uma fazenda destinada à agropecuária. O projeto de urbanização de 250 hectares possui edifícios dotados de tecnologias alternativas, com certificação ambiental e materiais recicláveis. As ruas priorizam o pedestre e o transporte por bicicletas. O objetivo maior é se tornar uma região com emissão de carbono zero.
Os outros projetos lembrados pelo ranking foram: Victoria Harbour e Barangardo (Austrália), Menlyn Maine (África do Sul), Magok Urban Project (Japão), Mahindra World City e Godrej Garden City (Índia), Panamá Pacífico (Panamá), Project Zero (Polônia), Stockholm Royal Seaport (Suécia), Albert Basin (Irlanda do Norte), Elephant & Castle (Inglaterra) e os empreendimentos americanos Dorckside Green, Ecodistricts, Treasure Island, Oberlin e Waterfront Toronto.

Fonte: Piniweb

terça-feira, 4 de junho de 2013

Cinco projetos sustentáveis recomendados pela ONU


Semana passada, a ONU, através de seu Programa para o Meio Ambiente, publicou um informe sobre a necessidade de se desenvolver infraestruturas sustentáveis nas cidades. Os resultados mostraram que infraestruturas "inteligentes" dispostas em zonas urbanas trazem benefícios econômicos e ambientais.
A parte mais interessante do informe é a descrição detalhada de 30 projetos de várias partes do mundo com modelos e sistemas que podem ser imitados. Vários destes casos estão centrados em inovações que ultimamente tem chamado atenção, tais como o exitoso teleférico em Medelín, a conversão de uma rodovia urbana em parque para pedestres em Seul, e a preocupação com o clima em Portand.
Mas existem outras ideias que vale a pena conhecer melhor. A seguir, cinco casos citados pelo parecer da ONU.

Masdar: A cidade "carbono zero" no deserto.
No sul de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, estão sendo construída Masdar, uma cidade que não emitirá emissões de carbono, de modo a compensar as emissões causadas pela exploração de combustíveis fósseis que ocorre na região. Os edifícios serão envoltos por painéis solares e serão implantados na angulação mais eficiente para  captar a energia do vento.
O sistema de transporte será em vias exclusivas para veículos particulares que funcionarão com energia elétrica. A água pode ser reciclada e os resíduos serão utilizados como fertilizante e fontes de energia.
Frente a todos estes benefícios que outorgaria a cidade, críticos duvidam das ambições do projeto e seu verdadeiro impacto ambiental, uma vez que consideram a ideia "muito enigmática". No entanto, o relatório da ONU considera Masdar "um exemplo de como garantir  o investimento em uma visão sustentável".


Vias exclusivas para ônibus públicos em Lagos
Lagos, na Nigéria, pode ser uma das maiores novas cidades da África, apesar de até há pouco tempo atrás não contar com um sistema de transporte organizado. Em resposta, as autoridades colocaram em prática o sistema "BRT-Lite", com o propósito de diminuir o trânsito e proporcionar um modo de transporte alternativo aos às classes mais pobres.


Devido ao orçamento que não permitia construir pistas exclusivas para os ônibus, os projetistas utilizaram marcações sobre as pistas existentes para oferecer ao menos alguma diferenciação entre as diferentes vias. De acordo com o informe, estima-se que o sistema "BRT-Lite" transporta cerca de 25% dos passageiros da cidade em apenas 4% do número total de veículos.



Växjö: Livre de combustíveis fósseis
Växjö, uma cidade com 82.000 habitantes no sul da Suécia, começou em 1996 um programa livre de combustíveis fósseis cujo objetivo é eliminar as emissões deste tipo de combustível até 2030.  A iniciativa conseguiu teve muita aceitação quanto à calefação das casas, tendo em vista que há alguns anos atrás a cidade subsidiou a conversão dos edifícios antigos aquecidos com combustíveis de petróleo para o sistema que utiliza biomassa.
Hoje em dia, cerca de 90% do combustível para calefação vem da combustão de madeira. No entanto, as emissões do transporte foram mais que um desafio, segundo o informe da ONU. Enquanto que as autoridades da cidade trataram de persuadir os habitantes a adquirir carros de baixo consumo - oferecendo subsídios de compra e estacionamento gratuito - o objetivo é que os habitantes optem pelo transporte coletivo.



Incentivos para reciclagem - Curitiba
A cidade de Curitiba é conhecida por seu sistema de ônibus com vias exclusivas, mas algumas de suas medidas de sustentabilidade mais impressionantes foram originadas em programas de gestão de resíduos. Grande parte deste êxito se deve ao fato da comunidade ter recebido incentivos para reciclar, já que as autoridades entregaram passagens de ônibus em troca de bolsas de resíduos, produtos de hortifruti e materiais para reciclagem.
Ao centrar as campanhas de publicidade nas crianças, a cidade espera fomentar a conservação no futuro. Embora ainda haja um problema com catadores de lixo informais, estas iniciativas de gestão de resíduos estenderam consideravelmente a vida dos aterros em Curitiba.



As mudanças no trânsito em Bangkok
Após a construção da sua primeira rodovia em 1981, Bangkok descobriu a lei fundamental do trânsito nas estradas: mais quilômetros destas significam mais tráfego. Finalmente, depois de anos de luta contra o problema, a capital da Tailândia passou a adotar um sistema de metrô, que no final de 2011 já havia meio milhão de passageiros diários e quatro linhas em construção.
As residências se deslocaram juntamente com o transporte, segundo informe da ONU, cada vez mais voltado às camadas populares. A transição não é um completo êxito, mas a importância do transporte público para o futuro da cidade é mais clara que nunca.


Fonte: Asbea

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